IFAM e INPE dão o primeiro passo para estudar o clima da Amazônia juntos
A futura parceria deve trazer novos equipamentos para o IFAM e abrir caminho para mestrados e doutorados sobre mudanças climáticas na região.

O Instituto Federal do Amazonas - IFAM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE começaram a planejar uma parceria para pesquisar as mudanças climáticas na Amazônia. A primeira reunião aconteceu na manhã desta segunda-feira, na reitoria do IFAM.
No encontro, as duas instituições discutiram como será o acordo de cooperação e combinaram os próximos passos. A ideia é instalar equipamentos modernos na região para estudar o clima amazônico a fundo.
O reitor do IFAM, professor Jaime Cavalcante Alves, conduziu a reunião e afirmou que as conversas são promissoras para o futuro acadêmico da região. Para ele, ampliar as parcerias do IFAM fortalece o ensino, a pesquisa e a extensão na Amazônia.
Segundo o reitor, a parceria deve trazer novos equipamentos para um dos campi do IFAM, com o apoio dos professores. Esse será o ponto de partida para criar, no futuro, mestrados e doutorados em conjunto com o INPE.
Pelo INPE, o pesquisador Alexandre Álvares Pimenta apresentou a proposta de montar uma grande rede de instrumentos científicos na Amazônia. A estrutura terá estações voltadas ao estudo da alta atmosfera, tanto em pesquisa básica quanto aplicada.
O que muda para a ciência e para a sociedade
A reunião também tratou de levar essa tecnologia para várias unidades da rede federal de ensino no Amazonas.
O professor Alisson Silva, do Campus Manaus Centro, explicou que a parceria vai integrar os equipamentos do INPE aos campi do IFAM. O objetivo é responder a perguntas complexas sobre o clima. "A ideia é responder perguntas: por exemplo, como as mudanças climáticas na baixa atmosfera podem influenciar os fenômenos da alta atmosfera, e o inverso também", detalhou. Ele lembrou que a pesquisa aplicada traz resultados diretos para áreas como a agricultura e as comunicações.
O professor Márcio Gomes, diretor de Pesquisa e Pós-graduação do Campus Manaus Centro, também participou e demonstrou otimismo. Para ele, pesquisar o clima da região junto com o INPE será essencial para aumentar a produção científica do instituto.